Ela pega a câmera, chama o namorado e o tranca no quarto.
- Deixa?
- Deixa o que?
- Tirar uma foto do seu…
- Meu o que?
- Do seu cu, uai.
- Meu cu? Claro que não! Louca!
- Ah, qual o problema?
- Como assim?
- Você me ama?
- Amo, mas o que o cu tem com isso?
- Nossa, tudo! Isso seria um grande passo no amor.
- O cu?
- Quando eu era pequena, era normal ter cu. Agora é essa frescura.
- Mas pra quê uma foto do meu… do meu cu?
- Pra eu ver como ele é, oras!
- Cu é tudo igual!
- Como você sabe? Fica vendo cus por aí?
- Não, mas a gente sabe que é igual!
- Então quer dizer que pinto e perereca também são todos iguais?
- Sim!
- Eu não acho que os pintos são todos iguais.
- Ah, quantos pintos você já viu pra falar isso?
- Um monte.
- Como assim um monte!?
- Interneeeeeeet, querido!
- Fica procurando pintos na Internet?
- Você também fica vendo filmes pornôs. E nem fico procurando. Só ás vezes e não bato siririca enquanto faço isso, só olho. Você fica batendo punheta quando vê os filmes.
- Normal.
- Cu é normal. Deixaaaa eu tirar uma foto!
- Então você deixa eu tirar do seu?
- Uai, deixo.
- Louca.
- Medroso. Então vem, deixa eu te depilar antes da foto.
- Depilar???
- Acha que eu enxergo alguma coisa com esse tanto de pêlos?
- Mas como assim me depilar?
- Deita com a bunda pra cima que eu te mostro. Com cera é melhor, não vai doer.
- Louca!!! Nunca!!!
- Que medo é esse de mostrar o cu?
- Se quiser ver se cu é tudo igual, vai procurar na Internet!
Ele sai do quarto ofegante. Mas ela sabe:
- Ainda terei argumentos suficientes para conseguir tirar essa foto.