A primeira vez

Eu me lembro da primeira vez em que vi um pinto. Eu tinha uns 3 ou 4 anos e me tranquei no banheiro de casa com um amiguinho da minha idade. Lá a gente tirou a roupa e ficou olhando um para o outro naqueles lugares. Não me lembro muito bem o que se passava na minha cabeça, mas lembro de ficar olhando. Acho que a gente pensava na razão de sermos diferentes naqueles lugares. Isso acabou sendo tão freqüente que um dia a mãe dele ligou lá em casa perguntando para minha mãe se a cueca dele não havia ficado lá, pois ele chegou em casa sem ela.

Dez anos depois do primeiro pinto teve o primeiro beijo. Foi no cinema com um menino da outra sala e da mesma idade. Ele “me chamou para ficar” e eu aceitei. Depois de um tempo do meu “sim” ele finalmente percebeu que era ele quem deveria tomar a iniciativa de beijar. Acho que era o primeiro beijo dele também, foi totalmente oco e eu me perguntei durante um bom tempo se beijo de língua era aquela coisa sem língua.

O primeiro amor aconteceu um tempo antes do primeiro beijo. Foi amor à primeira vista mesmo, bati o olho nele e me apaixonei. Guardei segredo por um bom tempo e um dia contei a ele. Ele me ensinou a instalar o ICQ e foi o máximo que aconteceu entre a gente.

Por volta dos 14, 15 anos tive o primeiro namorado. Eu nunca quis assumir o namoro, mas saímos juntos por uns 9 meses. Com 17 anos ele se achava homem o bastante para tirar a minha virgindade. Óbvio que eu não deixei, mulher que dá antes dos 16 anos, na minha opinião, é só para ser a primeira da turma.

Com 16 anos eu tive o primeiro “caso sem futuro”. Ele era do Rio de Janeiro e veio para minha cidade, Ituiutaba, passar um fim de semana. Foi outro que tentou tirar a minha tão requisitada virgindade e não conseguiu. Nunca mais o vi, a não ser por Orkut e MSN.

Com 17 anos e alguns meses finalmente soltei a periquita. Não era meu namorado e a gente não se conhecia direito, mas eu queria que fosse ele. Ao som de “Stairway to heaven” ele começou a tirar minha roupa e eu odiava isso. Tinha vergonha e não sabia como tampar minhas partes e ao mesmo tempo não olhar para o trem dele. Coloca, só coloca e não precisa de mais nada!

Doeu pra cacete (tira esse negócio de mim!) e, pra piorar, dois dias depois a ginecologista falou que ainda tinha boa parte do hímen para ser rompido. O jeito era fechar os olhos na segunda vez e agüentar o tranco para acabar com isso logo.

Com uns 20 anos eu arranjei o primeiro estágio. No dia da entrevista os três chefes eram tão bonitões que eu adorei ter escolhido fazer Publicidade. 1 ano depois eu já estava repensando a profissão que teria de seguir para o resto da vida.

Enfim, existem vários tipos de primeira vez e eles ao precisam ser necessariamente bonitos, perfeitos e únicos. O importante é ter história para contar depois.

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3 comments so far

  1. Fran on

    Ahhhhhhhhhhhhh eu amo teus textos, amo vc ….Saudade imensa de tdooo .. tudo mesmo .. Lendo essas coisas da mais saudade ainda, passa um filminho assim sabe? De vc me contando cada uma dessas coisas que aconteceram .. E que agora viraram textos …
    Adorei carol !
    Saudades suas sempre ..

  2. mariana hiaya on

    Carol, vc me mata de rir. 😀
    Bjos pra vc

  3. rafaelamaro25 on

    sua vida parece um conto erotico….kkkkkkkk
    se num tiver nada pra fazer e tiver afim d perder seu tempo com besteira visite meu blog…
    tem piadas sem graça e videos idiotas…
    vodefraldao.rg3.net


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