Despencou

Meu humor despencou. Minha produtividade despencou. Meu estômago despencou. Meu sorriso simpático de cada dia despencou. Minha paciência despencou. Zerou. Não tenho mais paciência. “Ai, Carol, mas você sempre foi tão paciente”. Não sou mais. Caiu. Sumiu. Despencou.

Além de músicas evangélicas, agora escuto KLB, Rouge e Sandy e Júnior. Tudo despencou. Meus tímpanos despencaram.  A chuva despencou e a droga do calor voltou. O sol despencou em mim e não brilha, apenas queima. Droga.

O tempo despencou, estragou e parou. As horas não passam mais.

Já falei que meu humor despencou? Já, né? Mas ele despencou mais ainda. Coitada de mim. Minha felicidade despencou também e eu estou sentindo muito ódio, ódio, ódio e ódio. “Ai, Carol, mas você sempre foi tão alegre e saudável”. Fui, não sou mais. Nem saudável eu sou, sofro da doença futilidade que ainda me contamina.

Meu amor despencou. Eu odeio quem ama e tem o amor do lado. Eu odeio quem escreve frases de amor. Eu odeio quem põe foto no Orkut e escreve “alma gêmea”. Eu odeio pessoas sem atitudes e eu odeio quem tem medo de chefe e vem me pedir favorzinho porque num tem coragem de falar com o chefão poderoso que vai te fritar.

Minha energia despencou. Minha luz despencou e tudo está escuro. Eu só quero falar “afe” “aaaaaaaaffffffffffeeeeeeeee”.

Que saco.

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1 comment so far

  1. Rafael on

    É um blog com veemente sinceridade de autora. E, por isso, bom.


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