Archive for janeiro \28\UTC 2009|Monthly archive page

Peitos e pererecas na sauna

Tinha tudo para ser um sábado alegre e diferente do normal, afinal, resolvi fazer programa de mulherzinha. Fui à sauna do clube, no qual sou sócia, com minha querida mãe. Sabe esses programas de fazer unha, massagem, hidratação no cabelo e caminhada? Pois é, eu fui lá hidratar e fazer a unha.

Eu sei que muitas vezes falo da minha vontade de conviver mais com mulheres, eu sei. Mas ficar ouvindo O TEMPO TODO que o marido deve mandar a esposa emagrecer e que o vizinho deixa as crianças com o tio, é demais. Mas isso dá para agüentar, até tentei ficar espantada com o vizinho. Só na hora que falei que eu não concordo em obedecer marido gordo é que tive problemas e resolvi ficar calada o resto da sauna.

O que não deu pra suportar mesmo foram as pererecas e os peitos. Sim, pererecas e peitos andando pela sauna e tomando ducha. Bando de mulherzinha que resolve ficar pelada em sauna, nojoooo! Sabe o que elas fazem? Ficam peladinhas na sauna, tomando banho na ducha pública, esfregando a cabeça enquanto os peitos caídos, pequenos, grandes, duros, moles, redondos e achatados balançam.

E tem também a mania de enxugar a perereca na frente de todo mundo. Essa é a pior. Imaginem, enquanto uma fala das crianças, a outra escuta, muito próxima da outra, enxugando a petequinha. Tudo muito natural. Mas elas ficam lá, olhando cada detalhe e esperando a próxima ir embora para falar de tudo o que reparou.

Eu vi todos os peitos e todas as pererecas e reparei em cada um deles, pois é impossível não olhar, já que elas fazem questão de desfilar. O pior de tudo é quando elas agacham para pegar a toalha no chão! Parece que é de propósito. É irritante. Isso não dá pra agüentar. Eu quis morrer quando vi as bundas arreganhadas. Eu quis falar para cada uma delas pararem de enxugar a florzinha molhadinha na minha frente. Eu não quero ver a florzinha, a depilação especial ou a falta de depilação. Jamais!

Eu quis levantar e fazer uma palestra para elas largarem de ser besta e não darem ouvido aos maridos gordos e barrigudos que mandam elas emagrecerem.

Porém, não fiz nada disso. O que aconteceu foi que toda essa raiva ficou exposta na minha cara. Então, conseqüentemente, o que aconteceu foi que na hora que eu saí do local mais feminino do planeta eu ouvi: Nossa, vocês viram como a filha da Izabel é mal humorada?

Que bom que vocês viram isso, nojentas. Enquanto vocês vão ficar lembrando apenas do meu humor, eu vou lembrar das pererecas feias e dos peitos feios de cada uma de vocês.

Coisas que adoro

Gente, eu adoro tantas coisas que resolvi contar algumas para vocês.

Sabe o que eu adoro muito? Aqueles ambientes corporativos, com sorrisos sinceros e muito verdadeiros, sabe? Adoro! Adoro também as reuniões super rápidas de apenas 10 minutinhos que resolvem tudo e não mudam nada 15 minutos depois que elas acabam.

Adoro quando faço telefonemas e do outro lado da linha aquelas moças super felizes e realizadas me chamam de “minha flor” e “meu anjo”. Adoro de verdade! Pois realmente eu sou uma flor e um anjo.

Eu adoro pessoas extremamente simpáticas!

Hoje em dia as pessoas são bem legais e ninguém quer ferrar ninguém neste mercado nem um pouco competitivo. Isso me faz amar! O companheirismo está cada vez mais evidente nas empresas, como eu adoro isso!

É muito interessante também o “bom dia”. Todos falam isso quase que o tempo todo e o bom humor está contagiante. Você também adora isso? Eu adorooo! O que será que está acontecendo com o mundo que todo mundo é educado e receptivo, né gente? Eu adoro viver isso todos os dias.

Eu adoro quando minha vó me chama de Carolina. Sim, porque ela deve ter bons motivos para falar o nome dos netinhos todos no diminutivo e no meu nome ela resolve dizer Carolina.

Eu adoro quando minha mãe diz ter razão sobre um assunto que ela mal entende.

Eu adoro o barulho que meu pai faz pra mastigar.

Eu adoro o bom humor do meu irmão e sua maneira educada de me tratar na maioria das vezes.

Eu adoro quando alguém vem me falar de religião e tentam me convencer de algo. Adoro porque, como sabem, sou bastante religiosa mesmo, então esse é um dos meus assuntos preferidos.

Adoro homem insistente que fica no pé.

Adoro quando meu homem vai embora e me larga sozinha.

Adoro quando uma turminha de amigos bêbados ficam gritando, cantando, rindo, caindo, quebrando copo, derrubando cerveja e comendo carne que escorre sangue. Legal demais!

Adoro quando eu bebo meio copo de vodca e passo mal, voltando carregada pra casa.

Adoro quando eu bebo e falo todas as coisas que sempre quis dizer para as pessoas do meu convívio. Adoro, já que eu falo só algumas coisinhas simples mesmo.

Bom, como podem ver, eu adoro muitas coisas. Mas tem duas que eu não consigo adorar de jeito nenhum: ler e escrever.

Não se esqueça

Vá para bem longe, vá para qualquer lugar. Demore dias para me ver, para me amar.

Desapareça. Tente encontrar um novo amor. Tenha uma vida feliz.

Demore anos para voltar. Tenha raiva de mim, me largue, me abandone.

Olha só o que eu fiz, olha só o que eu faço, olha só o que eu vou fazer.

Pode me odiar se quiser. Brigue comigo. Deseje nunca mais me desejar.

Mas não se esqueça de mim.

Porque eu nunca vou me esquecer do seu sorriso, da sua voz, dos seus olhos, dos seus momentos, da sua paciência e da sua calma.

Um dia, quando você voltar, eu estarei aqui, daquele mesmo jeito. Então, você não vai agüentar de saudades e vai me dar um forte abraço porque você também não encontrou um novo amor.

Pode ir pra longe, pode ir. Mas não se esqueça de mim.

Ciúmes de você

Esses dias eu parei para ler um artigo que falava sobre ciúmes e comecei a refletir sobre o assunto. Ciúme é um sentimento que cerca praticamente todas as pessoas deste mundo. Há aquelas que são mais preparadas, mais maduras e conseguem passar por cima deste sentimento. E há aquelas que não são fortes o suficiente para enfrentá-lo e acabam machucando as pessoas com quem se relaciona.

O ciúme existe em todas as relações. No trabalho, na família, nas amizades e, principalmente, nos relacionamentos de amor.

Dizem que há aquele ciúme saudável, que é o tempero da relação. Sim, é verdade. Mas o problema é quando o ciúme vai crescendo e acaba fazendo do relacionamento uma chatice, recheado de brigas e ofensas. E de tempero, ele passa a ser o veneno.

Como é seu ciúme. Você já sentiu?

Quando um dos parceiros tem ciúme, acho que fica mais fácil de resolver a situação. Basta conversar, explicar e o outro ter paciência para ajudar. E é bom lembrar que quem mais precisa de ajudar alguém é a própria pessoa que sente esses ciúmes exagerados. É essa própria pessoa que deve trabalhar o sentimento, parar, respirar, refletir e deixar passar. Ela deve se ajudar.

O ciúme transforma amor em insegurança, medo de perder e possessividade. Ele consegue fazer nossa imaginação ir longe! A gente imagina o outro fazendo de tudo, as situações mais cabeludas, horrorosas e até impossíveis de se acreditar. Você perde o controle, chega no namorado, namorada, marido, esposa e fala coisas que não queria. Depois, quando passa um tempo, você pensa e vê que não precisava de tanto e que realmente o que você imaginou era muito para ser verdade. Complicado, né?

Em algumas relações esse tipo de situação acontece com freqüência e pode fazer com que um grande amor que poderia ser vivido por muito tempo, acabe de repente, deixando muitas mágoas. Um dia o outro parceiro perde a paciência e sai em busca de algo mais saudável. Ou então, com tamanha raiva de tanta desconfiança com a fidelidade que sempre teve, mas o “ciumento” nunca reconheceu, resolve dar motivo para tanto ciúmes fazendo tudo aquilo que um dia ouviu ter feito.

Quem sente ciúmes sofre muito e também se machuca muito. Muito mais que o outro. E se fazer de vítima, de traído vai só aumentar essa dor.

Relacionamentos devem ser saudáveis e devem acrescentar. Pense mais, pense com cuidado. Se aquela pessoa está com você é porque ela te quer.

A gente sempre ouve histórias desse tipo:

“Meu antigo namorado sempre desconfiou de um cara que eu nunca havia reparado antes. De tanto ele falar eu comecei a reparar no tal cara. De tanto ele falar despertou uma curiosidade em relação àquele moço. Resultado: Hoje eu estou com o moço e o antigo namorado despertando curiosidades por aí, formando novos casais e ficando cada vez mais sozinho.”

Noite eterna

“As bocas eram encaixe perfeito. Poderiam passar o resto da vida encantados. Poderiam retardar o nascimento do dia, esconder o sol em alguma caixa mágica, apagar o dia e ser eterna noite. Poderiam estabelecer uma nova ordem mundial, fazer prevalecer o amor sobre as guerras, sobre qualquer violência. Poderiam apagar as luzes da cidade, deixar as estrelas iluminando a escura noite. Poderiam ficar nus no Jabaquara ou em Trindade, fazer amor dentro da noite eterna. Poderiam, mas não o fizeram. Partiram em rumos contrários. As noites se sucederam tão efêmeras como uma flor do campo ou como a própria vida.”

Flávio Machado.

Naquele sábado

Naquele sábado eu acordei sozinha como acontece com praticamente todos os sábados. Engraçado como já é normal passar as tardes dos fins de semana sozinha. Até chegou naquele ponto em que desejamos uma companhia para um filme, uma conversa ou um passeio. Aquela companhia que preenche o vazio que os amigos não foram feitos para preencher.
Talvez eu não estivesse com a razão, mas eu estava me sentindo triste e para mim isso era o que importava.
Além de rir, dormir também costuma ser o melhor remédio e foi o que fiz até 4 da tarde. Mas quando acordei, tudo continuou a mesma coisa. Ninguém mudou de idéia, ninguém apareceu de repente.
Aluguei um filme e fiz pipoca de panela… me deu um vazio no peito quando não encontrei tempero para colocar. E faltou algo mais, além do tempero. Sozinha, vi o filme salgado.
Se eu pudesse, dormia mais, mas não tinha sono. Aquele sábado demorou a passar. O filme acabou 8 e 30 da noite e eu continuava sem sono, só com a maldita saudade na garganta.
Não houve risadas, nem loucuras de um casal apaixonado. Ninguém abriu mão de nada por uma companhia com saudáveis beijos e abraços. Não tiveram longas conversas e nem brigas para as pazes serem feitas um pouco mais tarde. Acho que, na verdade, quase nunca tem isso.
Sabe quando falta alguém do nosso lado? Naquele sábado eu sentia essa falta.

Ele vai ligar!

Quando um homem diz que vai ligar, a mulher realmente vai esperar. Então, se você, homem, não for ligar, não diga que vai ligar. Você estará fazendo com que o Lado B da mulher tenha uma séria conversa com o Lado A.

Lado A: A mulher.

Lado B: Seu reflexo no espelho.

Ela chegou em casa eufórica e feliz. Ele disse que ia ligar. Mas disse isso há meia hora e ele não vai ligar tão rápido assim, dentro de meia hora. E nem dentro de uma hora.

Nem depois de duas horas.

Nem depois de três horas.

Nem depois de quatro horas.

O momento chegou: sentar na frente do espelho e discutir com o Lado B.

Lado A: – Ele vai ligar. Ele falou que ia ligar.

Lado B: – Ah, vai. Pode esperar sentada. Como ele falou? Que te liga sem falta?

Lado A: – É.. ele disse que talvez me ligue hoje.

Lado B: – Talvez? Usou a palavra TALVEZ?

Lado A: – É… ele deve ser meio tímido.

Lado B: – E por que ele te ligaria? Já era pra ter ligado.

Lado A: – Porque passamos o fim de semana juntos.

Lado B: – E você fez tudo que ele queria?

Lado A: – É… sim… fizemos algumas vezes.

Lado B: – Quantas vezes?

Lado A: – Umas 7…

Lado B: SETE vezes em um fim de semana??? E você ainda acha que ele vai te ligar?

Lado A: – E por que ele não ligaria? Ele gosta de mim!

Lado B: – Se gostasse não teria dito TALVEZ. Ele deve te achar doente, ninfomaníaca. Não te quer mais, só te usou. Quer uma mulher mais normal.

Lado A: – Mas homens gostam disso. Ele vai ligar!

Lado B: – Já são mais de 10 da noite e até agora nada. Ele não vai ligar.

Lado A: – Ele tem até meia noite pra ligar… Ainda há tempo.

Lado B: – Até meia noite você já dormiu de tanto esperar. Quando acordar não vai ter nenhuma chamada não atendida dele no celular, vai ficar chorando feito besta o resto da semana.

Lado A: – É, já estou com sono. Mas ele deve me mandar uma mensagem, algo assim. Deve estar ocupado.

Lado B: – Ele trabalha tanto assim? Por acaso disse que ia trabalhar até de noite? Acorda, querida. Bola pra frente. Dê moral para outros, esquece.

Lado A: – Acho que hoje ele saiu mais cedo… deve ter dormido sem querer.

Lado B: – Vá dormir você. Ele nem lembra mais de você numa hora dessas.

Lado A: – É, vou dormir… Sete vezes.. acho que exagerei. Deve me achar vagabunda. Não me quer. É cheio de amiguinhas, deve estar com elas falando de mim.

Lado B: – Muito bem. Boa noite.

No relógio do celular marcavam 23 horas e 51 minutos quando o celular da mulher tocou:

Homem: – Você estava dormindo? Pensei que fosse estar no barzinho com os amigos, como me falou. Por isso liguei mais tarde.

Ah, o barzinho, é claro que ela não se lembrava. Quando um homem diz que vai ligar, a vida da mulher gira apenas em torno da espera do telefonema prometido. Nada mais.

Laura e o sexo

Saí de férias por 10 dias. Fui para a praia com meus pais, meu irmão e uma tia, irmã da minha mãe, que mora em Belo Horizonte com o marido e a filha. Fomos todos juntos.

A filha, que é minha priminha, se chama Laura e tem 9 anos de idade. É esperta, fruto da nova geração de celulares, MP4, televisão tela plana no quarto com vídeo-game Wii. Típica burguesinha, mas ótima pessoa, de alma simples, é inteligente, esperta e odeia a cor rosa. Diz querer ser uma gótica, adora caveiras, acha muito massa os cemitérios e ainda está em dúvida no fato de ser “Emo” também, mas sem as franjas, os choros e as drogas. É a menorzinha da sala de aula, só tem uma amiga (que é uma feia, dos dentes pra fora da boca, e excluída também), pois sua mãe a colocou em uma escola diferente da de suas amigas de verdade estudam.

Fomos dar umas voltas de carro durante a noite. Passeando pelas ruas enfeitadas de Natal, vimos a propaganda do filme “Se eu fosse você 2”. Logo Laura iniciou um diálogo com sua mãe:

– Mãe, quero ver o filme.

– Ah, filha, mas você não pode. A censura é 12 anos de idade.

– Ai, mãe, mas eu já cansei de ver gente transando na televisão!

O pai quase bateu o carro neste momento.

– Mas Laura! Você não pode ver cenas de sexo!

– Por que não?

– Porque ainda não tem idade para ver pessoas nuas!

– Mas mãe, como eu não posso ver pessoas nuas se eu vejo você e o papai pelados todos os dias?

Ninguém falou nada e ninguém encontrou uma resposta. Deve ser o fato de ela fazer parte da minha família que faz o assunto ‘sexo’ ser o assunto preferido de Laura durante sua atual fase.

Outro dia, eu estava tranqüila no quarto, arrumando uma mala, quando ela entra no quarto e pergunta, em um tom de voz elevado:

– Carol, você já transou? Heim?

– Oi, Laura?

– Você já TRANSOUUUU???

– Uai, já. – Achei que fosse melhor responder de uma vez para ela parar com essa pergunta em uma casa cheia de gente. Mas, mal terminei de responder, ela saiu eufórica, gritando pela casa:

– Mãããããeeeeeeee! A Carol já transouuuuuuuuuuuuu!!!!!!!!! A Carol já transou, mãããêêêê!

Então ela voltou no quarto e fez as simples perguntinhas:

– Com quem? Com quantos?

– Laura.

– Já sei! Foi com fulano, aquele que você namorou! Ah! E com fulano também, porque você está namorando ele!

Ela saiu do quarto e foi no quarto em frente, no qual estava o seu pai e contou a novidade:

– Paaaieeeeee, a Carol já transou com um monte!

E percorreu por todos os cômodos da casa, falando para todos nela presente, a minha listinha de homens com quem já transei. Então eu resolvi chamá-la no quarto e lhe dar uma notícia também:

– Laura, sabia que sua mãe também já transou? E foi com seu pai.

Ela não gostou muito. Fechou a cara. Refletiu. Eu expliquei:

– Não sei se você sabe, mas é assim que fazem bebês. E se você existe, é porque sua mãe transou.

Ela deu um sorriso malicioso:

– É mesmo! Mas você também já transou.

Agora eu vou virar a prima que transou. Quando ela se reunir com as amiguinhas vai dizer:

– Eu tenho uma prima que já transou e nem é casada. Eu tenho uma prima que transou e vocês não.

E esse será o tema da redação “Conte suas férias” quando as aulas voltarem.