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Minha verdadeira sexualidade

Olá a todos os leitores.

Venho através deste texto falar de um assunto um tanto delicado que é a minha sexualidade, a minha verdadeira sexualidade. Sei que muita gente conhecida lê meu blog, meu pai, por exemplo, e amigos, mas resolvi correr este risco e assumir geral o que se passa comigo.

Bom, como sabem, nasci mulher, de perereca e tudo, mas a vida tem vários caminhos e às vezes a gente escolhe alguns caminhos diferentes, assustadores, fora do padrão. A gente descobre que gosta de umas coisas estranhas, que nos foram ensinadas como erradas. Mas a gente gosta e não tem muito o que fazer. Então a gente experimenta pra ver se gosta mesmo, não é? E é aí onde surgem os problemas a serem enfrentados.

Acho que quando eu tinha uns 3 anos de idade eu descobri que gostava de meninos. Sim, gente, tão nova eu já tinha jeito de uma menininha heterossexual, triste, né? Acontece…

Fui crescendo e tinha aquelas primeiras paixõezinhas por garotinhos, logo eu, a filha linda do papai gostando de meninos!

Alguma coisa estava errada, mas não havia nada que mudasse minha opinião. Então comecei a brincar de bonecas, usar vestidos e sapatos da minha mãe. Tudo aconteceu muito rápido e quando vi estava namorando meninos. Eu tinha muitas amigas, a gente usava sandálias de salto, saias e olhava os garotos nas festas.

Chegou um dia, quando eu tinha uns 18 anos que eu não agüentei. Chamei meus pais e falei a verdade, que eu era hétero. Não foi fácil, claro. Meu pai atendeu o celular e minha mãe olhou pra cima. Não entendi, mas vi que eles aceitaram, até porque não tinham outra saída.

Hoje eu enfrento esse conflito com mais tranqüilidade, tenho um namorado homem que também é heterossexual, mas ainda tenho muito medo do que pode acontecer futuramente.

Espero não ter assustado muita gente a respeito da minha sexualidade.

Agradeço a atenção e apoio, porque se ser homossexual é um PROBLEMA, ser hétero também é.

Insônia

Enfim sexta, ou melhor, sábado zero hora e quarenta e sete minutos. Hora de estar em uma festa ou bar com aquela super turma de amigos. Hora de estar namorando muuuuito! Hora de estar fazendo coisas erradas e escondidas.

Ou hora de estar sem sono em frente ao computador. E com fome.

Os últimos dias foram estranhos pra mim. Começou com uma dor para engolir e respirar, depois espumas brancas saindo pela minha boca e em seguida pequenos desmaios. Mas passou, parece que enfim está tudo bem. Virose básica.

Sem sono. Por que logo agora sem sono? Cadê aquele sono pesado? É só ficar sozinha que não tenho sono? Sono eu preciso de você hoje, agora. Ler 55 páginas do livro A Cabana não adiantou, não trouxe sono. Escutar músicas no escuro debaixo do meu cobertor também não adiantou. Quem sabe escrever não resolva minha insônia? Quem sabe meu fiel companheiro de conversas antes de dormir não resolva? Bom, então o jeito é escrever, já que no momento estou sem o ex fiel companheiro (companheiro que é companheiro não abandona).

Fome demais, ainda estou meio ruim do estômago. Vontade de fazer xixi, como sempre. Fui ali na cozinha, peguei um pãozinho de batata, sentei na privada e comi enquanto fazia o xixi e pensei que depois do xixi e do pãozinho conseguiria dormir. Me enganei.

Por que eu não estou em uma festa? Porque estou de TPM e não tenho saco, então lá na festa eu criticaria cada pessoa, sentiria sono e vontade de vir dormir. E provavelmente eu estaria de carona, então teria que ficar dando falsos sorrisos a noite inteira e lutando contra a dor de cabeça causada pelo sono. Finalmente chamaria um táxi e no caminho para minha casa (ou casa dos meus pais?) eu viria conversando com o taxista sobre a vida, sobre relacionamentos como eu costumava fazer nos meus velhos tempos. Com isso, preferi ficar em casa e dormir meu soninho que não aparece.

Que fazer? Já escrevi um monte e nada de sono! Nada na Internet, nada na televisão, nada no meu estômago. Nada de nada. Insônia, apenas insônia. Isso é insônia.