Archive for dezembro \31\UTC 2009|Monthly archive page

Ele começou com três dedos, mas terminou com os 10

Eu quis começar apenas com uns dois dedos, ir devagar, para não assustar muito. Ele me perguntou “É dois mesmo?” com aquele tom de voz que insinua uma mãe inteira. Eu já fiz algumas vezes umas loucuras assim, não era minha primeira vez nesse tipo de situação com dedos e mãos, mas fazia tempo que eu não passava por isso e estava com medo de arrepender. Mas eu estava mesmo doida de vontade de toda aquela mão e, se possível, até das duas!
Ele percebeu, é claro, mas ainda assim foi aos poucos, com seus três dedos grandes e grossos.
Eu quis mais. “Mais dedos!” e ele pediu que eu mudasse de posição porque “vai ser radical” e quando eu vi, era a mão inteira.
Bom, quem deixa uma mão inteira deixa duas, né? Ele também achou isso quando me voltou para a posição inicial e perguntou se eu queria a navalha dele também. Óbvio que eu aceitei. Cada navalhada, um prazer enorme.
Foram uns 40 minutos de diversão.
Cortar o cabelo para mim é o que há de melhor. E cortar dez dedos de comprimento em um dia, melhor ainda.

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Carol, 2 caras e 1 motel

Diz a Marilha Manoela, uma garota imatura e doente da cabeça, que eu costumava ir aos motéis da cidade com dois caras de uma vez. Ela fez questão de espalhar esta notícia para várias pessoas do meu meio de convívio e, como eu fiquei sabendo disso esses dias, resolvi esclarecer este fato. Primeiro eu gostaria de agradecê-la por falar tanto de mim e me divulgar. Adoro aparecer. Segundo, eu gostaria de corrigir um detalhe: Marilha Manoela, não foram 2 (dois) caras, foram 3 (três). Na verdade, acho que uma vez chegou a ser 4 (quatro), sendo um deles meu irmão!

Antes que meu pai, leitor do meu blog, caia da cadeira, saibam que eu, uma adolescente normal, com seus 16 anos, curiosa, fui com uma turma de amigos e amigas conhecer os motéis da cidade e, junto, levei meu pequeno irmão de 12 anos na época. Foi super divertido, tiramos várias fotos e ainda levamos bronca por termos sujado o lençol. Mas não fomos presos e nem houve atos de amor.

Alguns anos depois, já na casa dos 20, eu, à procura de aventuras com amigos e amigas, para sair da rotina fui, mais uma vez, aos motéis da cidade com outra turma de amigos. Apesar de já sermos mais crescidinhos, preferimos tirar fotos dentro da banheira do que juntarmos nossos hormônios e fazermos sexo loucamente. Estranho, né? Mas foi assim mesmo.

Marilha Manoela, cuide-se. Não pense que só porque eu sentei ao lado de seu (ex) namorado dentro de sala, quer dizer que eu o desejava e o tomaria de você. Até porque eu tenho o MEU namorado, certo?
Não pense que só porque eu sou mais gente boa (e vamos ser sinceras, bem mais bonita) que você, isso signifique que eu realmente iria querer pegar o seu (ex) namorado.

Marilha Manoela, viva sua vida. Não precisa espalhar coisas sobre mim desse jeito, não perca seu tempo fazendo isso, porque isso eu mesma faço aqui no blog.

Beijos!

Trouxas apaixonadas

Ah, como é lindo o amor que uma mulher sente por um homem. É um amor sem tamanho, que alcança lugares inalcançáveis, com muitas flores, perfumes e beijinhos.
Mulheres apaixonadas cometem loucuras. Loucuras do tipo “ele me bate, mas ele me ama e isso é o que importa”.
Eu a-do-ro esse tipo de mulher que aceita comportamentos que eu mesma nunca imaginei aceitar.
Durante o namoro, o homem é perfeito. Depois que casa, estraga. Estraga mesmo e quem estraga os homens são essas mulheres submissas que fazem questão de molhar o avental na pia, esquentar a barriga no fogão e abrir as pernas na cama apenas pelo fato de ser mulher e não pelo fato de ser um ser humano capaz de lavar louça, esquentar feijão e dar com prazer como qualquer outro humano de perereca ou pinto normal.
Se o namorado diz ‘não faça’, ela insiste um pouquinho e se cala no momento da surra moral ou física mesmo. E se o marido diz ‘não’, pronto. Ponto final. Sem discussão.
Mulher perfeita é a que manda nesse tipo de cara. Não precisa de ser feminista, mas tem que mandar. Mulheres apaixonadas devem ser apaixonadas em si mesmas, para depois ser apaixonada num idiota machista metido a gostosão.
Mulheres apaixonadas devem ser saudáveis. E eu tenho bons motivos para escrever esse texto para cada trouxa apaixonada que eu conheço.