Ser Amélia ou não ser?

Hoje ela acordou cedinho e logo foi fazer o café para o marido que em dez minutos estaria de pé.

Hoje ela custou a acordar para mais um dia de trabalho.

Hoje ela escolheu uma receita deliciosa para mais um almoço em família.

Hoje ela chegou atrasada e perdeu uma parte da reunião.

Hoje ela acordou o filhinho, deu leite com pão de queijo e o deixou brincar no cantinho dos brinquedos.

Hoje ela recebeu uma pasta com 56 problemas para resolver até de tarde.

Hoje ela começou a preparar o delicioso almoço.

Hoje ela descobriu que para resolver apenas 20 dos 56 problemas não daria para almoçar.

Hoje ela deu um banho gostoso o filhinho e o arrumou para a escolinha.

Hoje ela perdeu o almoço para tentar resolver os problemas e sentiu dor no estômago.

Hoje ela almoçou com o marido e o filhinho e comeu um delicioso pudim de sobremesa.

Hoje ela comprou uma coisinha na padaria da esquina e voltou a finalizar sua pasta de obrigações a serem solucionadas.

Hoje ela limpou o fogão, descansou um pouco e assistiu Vale a Pena Ver de Novo.

Hoje ela teve que ficar no trabalho até mais tarde.

Hoje ela ajudou o filhinho a fazer dever de casa e serviu o jantar.

Hoje ela foi embora bem mais tarde e engoliu uma comida no caminho de casa.

Hoje ela teve que pedir dinheiro para o marido para comprar um avental novo.

Hoje ela recebeu seu próprio dinheiro e comprou pela internet uma bolsa ma-ra-vi-lho-sa.

Amanhã ela vai acordar cedinho para fazer o café e sair para comprar um avental novo.

Amanhã ela vai acordar mais tarde, pois é dia merecido de folga.

Minha verdadeira sexualidade

Olá a todos os leitores.

Venho através deste texto falar de um assunto um tanto delicado que é a minha sexualidade, a minha verdadeira sexualidade. Sei que muita gente conhecida lê meu blog, meu pai, por exemplo, e amigos, mas resolvi correr este risco e assumir geral o que se passa comigo.

Bom, como sabem, nasci mulher, de perereca e tudo, mas a vida tem vários caminhos e às vezes a gente escolhe alguns caminhos diferentes, assustadores, fora do padrão. A gente descobre que gosta de umas coisas estranhas, que nos foram ensinadas como erradas. Mas a gente gosta e não tem muito o que fazer. Então a gente experimenta pra ver se gosta mesmo, não é? E é aí onde surgem os problemas a serem enfrentados.

Acho que quando eu tinha uns 3 anos de idade eu descobri que gostava de meninos. Sim, gente, tão nova eu já tinha jeito de uma menininha heterossexual, triste, né? Acontece…

Fui crescendo e tinha aquelas primeiras paixõezinhas por garotinhos, logo eu, a filha linda do papai gostando de meninos!

Alguma coisa estava errada, mas não havia nada que mudasse minha opinião. Então comecei a brincar de bonecas, usar vestidos e sapatos da minha mãe. Tudo aconteceu muito rápido e quando vi estava namorando meninos. Eu tinha muitas amigas, a gente usava sandálias de salto, saias e olhava os garotos nas festas.

Chegou um dia, quando eu tinha uns 18 anos que eu não agüentei. Chamei meus pais e falei a verdade, que eu era hétero. Não foi fácil, claro. Meu pai atendeu o celular e minha mãe olhou pra cima. Não entendi, mas vi que eles aceitaram, até porque não tinham outra saída.

Hoje eu enfrento esse conflito com mais tranqüilidade, tenho um namorado homem que também é heterossexual, mas ainda tenho muito medo do que pode acontecer futuramente.

Espero não ter assustado muita gente a respeito da minha sexualidade.

Agradeço a atenção e apoio, porque se ser homossexual é um PROBLEMA, ser hétero também é.

Insônia

Enfim sexta, ou melhor, sábado zero hora e quarenta e sete minutos. Hora de estar em uma festa ou bar com aquela super turma de amigos. Hora de estar namorando muuuuito! Hora de estar fazendo coisas erradas e escondidas.

Ou hora de estar sem sono em frente ao computador. E com fome.

Os últimos dias foram estranhos pra mim. Começou com uma dor para engolir e respirar, depois espumas brancas saindo pela minha boca e em seguida pequenos desmaios. Mas passou, parece que enfim está tudo bem. Virose básica.

Sem sono. Por que logo agora sem sono? Cadê aquele sono pesado? É só ficar sozinha que não tenho sono? Sono eu preciso de você hoje, agora. Ler 55 páginas do livro A Cabana não adiantou, não trouxe sono. Escutar músicas no escuro debaixo do meu cobertor também não adiantou. Quem sabe escrever não resolva minha insônia? Quem sabe meu fiel companheiro de conversas antes de dormir não resolva? Bom, então o jeito é escrever, já que no momento estou sem o ex fiel companheiro (companheiro que é companheiro não abandona).

Fome demais, ainda estou meio ruim do estômago. Vontade de fazer xixi, como sempre. Fui ali na cozinha, peguei um pãozinho de batata, sentei na privada e comi enquanto fazia o xixi e pensei que depois do xixi e do pãozinho conseguiria dormir. Me enganei.

Por que eu não estou em uma festa? Porque estou de TPM e não tenho saco, então lá na festa eu criticaria cada pessoa, sentiria sono e vontade de vir dormir. E provavelmente eu estaria de carona, então teria que ficar dando falsos sorrisos a noite inteira e lutando contra a dor de cabeça causada pelo sono. Finalmente chamaria um táxi e no caminho para minha casa (ou casa dos meus pais?) eu viria conversando com o taxista sobre a vida, sobre relacionamentos como eu costumava fazer nos meus velhos tempos. Com isso, preferi ficar em casa e dormir meu soninho que não aparece.

Que fazer? Já escrevi um monte e nada de sono! Nada na Internet, nada na televisão, nada no meu estômago. Nada de nada. Insônia, apenas insônia. Isso é insônia.

Sumi

O tempo está muito curto ultimamente. Formatura chegando, responsabilidades aumentando e o tempo livre acaba ficando para outras coisas, como por exemplo o vício pelo Dr. House (sabe aquela série?).
Agora que eu tenho um notebook mega, ultra TOP DE LINHA, quem sabe eu não despeje minha imaginação a qualquer momento e jogo todas elas aqui? Então o blog volta a ser visitado mais, mais textos aparecerão e a vida ficará linda.
Eu ando com muita vontade de escrever sobre certos assuntos familiares, mas como as pessoas se ofendem muito com meus textos, choram e sofrem, vou esperar assuntos menos complicados surgirem em minha mente, tipo a nova novela.
Mas por enquanto eu estou sumida, desaparecida, sofrida e com 0% de paciência (por isso as ofensas serão bem maiores).
Voltarei um dia.

Beijos e queijos Canto de Minas, saúde e qualidade na sua mesa.

Alegria!!

Quando a gente tem um blog muito público, várias pessoas dão opinião sobre nossos textos. Uma vez falaram que eu tinha que ser mais delicada, mais feminina, porque eu escrevia coisas ‘feias’ como ‘bater punheta’, ‘buceta’ e ‘dar’. Falaram que eu tinha que ser mais discreta porque eu falo muito de minha vida e falaram que eu precisava ser mais feliz, porque só escrevia coisas ruins. E falaram que eu não devia escrever muito sobre as pessoas que conheço e que, como de costume, eu implico.
Sim, eu implico mesmo, sinto ódio e venho aqui escrever. E passa. Passa tanto que depois até saudade da pessoa eu sinto. Passa tanto que eu aprendo muita coisa e, querendo ou não, rendem boas histórias para minha vida.
‘But’, atendendo à pedidos, fiz um pequeno texto só de coisas boas. E isso, realmente não é verdadeiro e não é a minha cara. Mas podem ler.

“Oi gente! Tudo bem com vocês?
Nossa, eu tenho tantas coisas boas para falar! Hoje fui ao cabeleireiro depilar, foi bem legal! Não doeu muito e ela depilou direitinho. Deve ser engraçado ser uma depiladora, fico pensando se ela decora como é a florzinha de cada uma das clientes.
Saindo de lá eu fui tomar sorvete. Estava tããão gostoso! Eu não me importo com minhas celulites, eu praticamente nem tenho, mas mesmo assim tomo sorvete uma vez ao mês! E eu estou amando, gente! Está sendo a melhor fase da minha vida. Espero que ele me respeite até o casamento, porque é o correto, não é? Eu bem que tenho amigas que já ‘foram’ antes, não as julgo, cada um tem sua hora certa de fazer amor.
Hihihi, tenho tantas coisas boas para falar que acho que não vão caber aqui! Hoje fui almoçar com minha avó, foi legal porque tomei suco de abacaxi.
Vou parando por aqui porque amoooo calor e hoje está bem quente, então vou aproveitar para sentir um pouquinho de calor na rua!
Beijinhosss”

Agora vou me preparar para ouvir: “Como você é cínica!”

Eu que tanto falei em liberdade

Eu que tanto falei em liberdade, eu que tanto fugi de compromissos, eu que tanto critiquei e impliquei, eu que tanto tive razão percebi que não havia razão nenhuma.
Eu que cansei de falar sobre superar, sobre continuar a vida, sobre boas mudanças, não vejo superação nenhuma.
Toda vez que me lembro daquele meu quarto, da minha cama, do meu guarda roupas, e da minha estante eu vejo que nada passou para mim, nada foi superado. Toda vez que eu me lembro daquelas histórias bem ouvidas e vejo que o passado nunca vai embora quando há laços concretos, fico contra essa liberdade que sempre defendi. Eu começo odiar a liberdade. E então eu fico sendo louca, porque eu corro, eu faço escândalo e tento quebrar tudo. Eu devo desculpas, eu sou grossa, sou chata e serei infeliz porque na verdade é isso que sempre aprendi: ser infeliz.
E no final, nada fica como deveria ser, nada resolve, tudo sempre foi a mesma coisa e não adianta mentir.
Eu era a menininha que chorava escondida na escada enquanto ouvia gritos. Eu era a menininha que chorava toda vez que morria um cachorrinho meu. Eu era a menininha que consolava o irmãozinho quando ele via coisas que não podia, mas depois eu ia chorar também, sem ele ver. Eu era a menininha que odiava chorar, mas quanto mais eu odiava, mais eu chorava. Eu virei a menina que nunca mais quis chorar. Eu virei a menina que nunca mais criou peças de teatro porque um dia foi atropelada pela empolgação e a coragem foi substituída pelo medo e pela vergonha.
Eu aprendi que nada está bom. Eu aprendi a ser consumida pelo ciúme e a prisão. Vi que sou apenas uma intrusa numa história que já está feita há muito tempo.
Não pertenço a ninguém. É a liberdade que eu sempre quis, é a liberdade com a qual não consigo lidar.

Papo cabeça na hora do banho

Um casal de namorados no banheiro. Ele tomando banho e ela escovando os dentes.

Ele: Você faria cocô na minha frente?
Ela: Eu? Acho que faria.
Ele: Ah é? Então faz aí.
Ela: Mas você não gosta nem de me imaginar soltando pum.
Ele: Não gostava, agora acho normal. Pode fazer o cocô.
Ela: Mas eu não estou com vontade. E você, faria na minha frente?
Ele: Só depois que você fizer.

Silêncio.

Ele: Não vai acabar de escovar esses dentes não?
Ela: Já acabei, tô me olhando no espelho. Por acaso você quer fazer cocô?
Ele: Quero! Pode me dar licença?
Ela: Ah, é um bom teste pra você fazer na minha frente! Vem cá, vem.

Ele sai do chuveiro, senta na privada.

Ele: Eu não gosto de fazer cocô durante o banho porque gruda papel.
Ela: Enxuga a bunda agora com a toalha.
Ele: Você tem boas ideias.

Ele sentado e ela olhando.

Ele: Sai daqui.
Ela: Não, vou ver.
Ele: Com você aqui não vou conseguir. Igual você não consegue fazer xixi na minha frente quando ta menstruada.
Ela: Tá bom!

Dois minutos depois ele abre a porta do banheiro.

Ele: Pode vir tomar banho.
Ela: Jááá???
Ele: Era só pum.
Ela: Não acredito que você confundiu pum com cocô!
Ele: Eu sempre confundo.
Ela: Esquisito.

Esquisito o que? A conversa ou confundir pum com cocô? Cada coisa…

Cara de noiva?

Tenho cara de noiva? De mulher casada? Ou cara de quem está doida pra casar?
Ultimamente, quando chego em algum lugar qualquer e encontro alguém conhecido que não vejo há um tempinho, escuto a pergunta: “E ae, casou?” “Tá casada?”
É claro que tudo que acontece demais enche o saco e eu ando perdendo a paciência com esse tipo de pergunta. No começo, era legal, eu respondia que não, ria, achava graça. Hoje, quando eu sinto que vai sair essa pergunta da boca da pessoa, eu fecho a cara e quando sai eu mando outra em troca: “Tenho cara de quem casou? Tá vendo aliança aqui no meu dedo?”. Ah, pelo amor de Deus Pai Eterno! Eu tenho vontade de falar milhares de coisas, tipo: “Olha aqui, se você tá querendo saber se tem alguma chance comigo, pode enfiar o rabinho no meio das pernas e sair correndo, porque eu não estou casada, mas preferia estar a me envolver com um cara tão sem criatividade na cantada como você.” E quando é mulher quem faz a pergunta, eu digo que não estou casada, porque quero estudar, viajar, curtir a vida, comprar meu carro, meu apartamento, meu cachorrinho, minha casa, as roupas que estão na moda, os sapatos que acabaram de ser lançados na melhor loja da cidade para depois pensar em casar. Então a coitada olha para a imensa ‘aliança de compromisso’ no dedo, lembra do dinheiro que ela deposita na poupança do namorado todo mês para a festa do casamento daqui alguns anos, lembra das viagens perdidas com as amigas proibidas de serem feitas por causa do pacto feito com o namorado e lembra da menstruação atrasada, porque tomar anticoncepcional e usar camisinha significa que ela pode traí-lo com outro. E mesmo arrependida das escolhas da vida, ela abaixa a cabeça e se despede dizendo que eu sou doida e que eu não deveria pensar assim.
EU sou doida, né? Bem que eu queria ter cara de doida em vez de cara de mulher casada…

5 coisas

Estou de férias. Finalmente. Descanso. Pelo menos metade do dia para descansar.
Mas vamos lá: No mundo dos blogs há algumas brincadeiras e eu vou participar de uma que se chama MEME. Achei legal. Vamos ver o que sai dessa brincadeira!

ETAPA 1- Falar 5 coisas que eu não sou, mas gostaria de ser:
1. OH MY GOD! Eu gostaria de ser menos perfeccionista comigo mesma em certos aspectos. Ai, isso me mata, me estressa, me dá falta de ar e me tira a paciência.
2. Acordada. Isso, eu queria ter menos sono. Incrível como eu sinto sono. Já fiz vários exames e não tenho nada, acho que é de natureza, meu irmão é assim. Sono me deixa mal humorada.
3. Esportiva. É, eu bem que gostaria de praticar algum esporte. GOSTAR de malhar, suar, correr, etc. E eu percebi que engordar é fácil, fácil. Eu tento, mas 3 semanas em academia é o máximo que consigo.
4. Uma pessoa sem TPM. Assim eu não precisaria passar por momentos desagradáveis, nem me arrepender de nada. Parece brincadeira essa coisa de mulher de TPM, mas não é não. NÃO É, ENTENDEU??? Hehehe
5. Independente. Apesar de ser praticamente independente, eu queria ser mais ainda. Talvez por eu ser perfeccionista demais, né?

Acho que eu queria ser mais que 5 coisas, mas como é um texto e não um livro, vou dormir porque amanhã é dia de acordar cedo para adiantar tudo e para a viagem destino à formatura da Pri!

Sutilmente

Às vezes a gente entra no carro e resolve ligar o rádio. É engraçado, mas as músicas aparecem do nada e de repente encaixam direitinho naquele momento, naqueles dias… sempre gostei de Skank.

E quando eu estiver triste, simplesmente me abrace. Quando eu estiver louca, subitamente se afaste. Quando eu estiver fogo, suavemente se encaixe.
E quando eu estiver triste, simplesmente me abrace. E quando eu estiver louca, subitamente se afaste. E quando eu estiver bobo, sutilmente disfarce.

Mas quando eu estiver morta, suplico que não me mate, não dentro de ti. Mesmo que o mundo acabe, enfim. Dentro de tudo que cabe em ti.